domingo, 19 de maio de 2013

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Afinal como é que isso se mede?
Por tempo, emoção ou algum outro sentido
Quem dera ter eu tido a oportunidade de tentar
Outra vez e repetido
Pra perceber como isso se sucede.

O árduo suor de quinze dias
Perdido entre os escombros de derradeiros
Meticulosos minutos malditos minimalistas?

Ou o atordoante instante lacerante,
Anestésico rompante de mais de trinta horas
De dor e sofrimento comprimidos num segundo?

Ou pra onde foi o mundo
Com os seus quase três anos
Divididos para sempre em duas ou mais vidas.

E se não o tempo, que emoção seria?
Medo, pavor ou agonia?
Stress, frio ou alegria?

Aquele risco na espinha
Ou o famoso gelo na barriga
E o ardor alcoólico na língua

O que também se enquadraria?

O formigamento ímpar
Aquele que parte do peito e após percorrer o corpo todo
Retorna pra ele com um raro troféu

Afinal como é que isso se mede?
Por tempo, emoção ou algum outro sentido
Quem dera ter eu tido a oportunidade de tentar
Outra vez e repetido
Pra perceber como isso se sucede.

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