terça-feira, 27 de agosto de 2013

Vinte e sete de Agosto

Muitas coisas na vida podem ser definidas em fração de segundos. Alguma decisão importante, uma resposta na hora certa, um receio diante de alguma oportunidade. Num primeiro momento isso pode até parecer correto, mas seria um pensamento ingênuo acreditar piamente que tais ocasiões tiveram seu fim unicamente decididos por uma fração de segundos.
O que é um fato se não uma consequência de outros fatos? E estes, consequências de outros fatos ainda?
Pensando por este lado, seria correto afirmar que só existe uma possibilidade de as coisas acontecerem, uma vez que nós só podemos experimentar um único desfecho para a história? Ou então, uma vez que, por vezes, imaginamos diversos desfechos para a mesma história, existe, de fato, diversos desfechos e apenas um ocorre? Ou ainda, existem diversos desfechos para uma mesma história e todos ocorrem simultaneamente, mas a “nossa possibilidade” de cada um desses desfechos só tem consciência do próprio desfecho?
Resta, talvez, a opção de nos elevarmos espiritualmente ao nível de divindade para esclarecer essa dúvida, uma vez que, enquanto seres mortais de capacidades espaços-temporais, sensíveis e cognitivas limitadas, não somos capazes de uma visão privilegiada externa às histórias para avaliar as possibilidades das possibilidades.
Mas talvez exista uma utilidade prática para tal digressão retórica em meio a tantos pensamentos úteis, como cifras, horas, metros e falsidades. Algo que possa nos levar a banalidades como amor, disciplina, companheirismo e respeito. Talvez pensando na forma mais simplificada da questão. Independente se há ou não diversos fins, se a história toma seu rumo em segundos decisivos ou não, o que se pode fazer a respeito? Uma boa preparação para amenizar os efeitos dessa fração de segundos? Um esclarecimento acerca da situação, preparando para o pós, independente do resultado? Uma redefinição constante de prioridades, afinal, talvez esse ramo da história não tenha tanta importância como todo o resto da trama? Um pouco de tudo com umas doses de bom senso?

Se alguém tiver alguma resposta, por mais simples ou complexa que for eu gostaria realmente de saber. Não escolher a sua escolha, mas saber, pois saber é muito importante...

4 comentários:

  1. Muito complexo!
    Estava tranquila e agora fiquei com isso na cabeça.
    hehehehe
    Acho que não tem o que fazer a não ser simplesmente viver e no fim das contas, sempre parece a melhor escolha, pois forçamos esse sentimento. Mesmo se pensarmos o que poderia ter acontecido SE, nunca chegaremos a uma resposta verdadeira, pois não conseguimos prever os atos de todos os outros envolvidos. Bem, sempre teremos amigos para dizer que essa foi a melhor escolha!
    E não existe melhor desfecho, pois o fim de tudo é sempre igual.

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  2. Você lê esses comentários?
    hehe
    SDD

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